No passado dia 11 de outubro, decorreu, no auditório da nossa escola, uma Ação de Sensibilização para os Direitos das Crianças, organizada pelo Comissariado dos Açores para a Infância.
Segundo a Comissária dos Açores para a Infância, muitas crianças são pobres devido à falta de alguém que cuide delas e respeite os seus direitos. Depois do seu discurso, sucedeu-se a Dr.ª Lisa Melo, a Presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), que explicou em que consistia esta associação. A CPCJ é um grupo de pessoas que pode acompanhar jovens até aos vinte e um anos, cujo objetivo é prevenir que haja perigos para a criança, como o risco de não ir à escola; de ser vítima de abusos ou violência; de ter pais alcoólicos; de ter más condições de vida (má alimentação, não ter cuidados de saúde, …). Seguidamente, ela contou a origem do “Laço Azul”: tudo começou com uma senhora, que era avó, que tomou a iniciativa de colocar um laço azul na antena dos carros, assim transmitindo o seu sofrimento face aos maus-tratos de que os seus netos eram vítimas por parte do padrasto. Para aquela senhora, a cor azul simbolizava as nódoas negras que ficavam nos corpos dos seus netos.
A Presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens relembrou que todas as crianças têm imensos direitos, tais como, o direito à opinião, à educação, à alimentação, à saúde, à higiene, à privacidade e até a brincar. Acima de tudo, os mais pequenos têm o direito de serem felizes e ninguém pode impedir isso, nem mesmo os próprios pais. Para que se sintam bem, é extremamente importante poder contar com o apoio da sociedade, incluindo o apoio dos adolescentes.
De seguida, a doutora Vanessa Amaral e a enfermeira Sara Gaião falaram sobre a Convenção dos Direitos da Infância, que tem cinquenta e quatro artigos. De seguida, fizeram uma pequena brincadeira, que consistiu em nós todos respondermos a algumas perguntas sobre os direitos das crianças. Com isso, adquiri mais conhecimentos sobre este assunto.
Sem demora, seguiu-se o Embaixador Português da Juventude para a Segurança da Internet, que é mestre em Sistemas de Inteligência Artificial, o qual veio falar sobre a supervisão e acompanhamento parental no uso da Internet. Ele começou por pregar umas partidas aos jovens presentes, demonstrando-lhes assim que, a maioria das vezes, nós não pensamos bem nos perigos a que estamos sujeitos ao usarmos a Internet. De seguida, confessou que também já tinha passado por uma situação embaraçosa ao usá-la e relatou um pequeno episódio da sua vida, em que ele mandou, às duas da manhã, uma foto inapropriada para a pessoa errada. Para resolver o problema, encheu-se de coragem e foi pedir ajuda aos pais para resolver a situação. Com este exemplo, ele pretendeu enumerar quatro valores fundamentais que devem existir entre nós e os nossos pais: confiança, comunicação, respeito e apoio.
Concluindo, eu considerei esta palestra de muita importância, uma vez que as crianças e jovens são o futuro da sociedade.
Daniela Bettencourt, 9.º A